IDANHA-A-VELHA, as guerras da fé
Idanha sobreviveu aos séculos e deles guardou as "estórias" antigas de batalhas e guerreiros. A mão do homem deu-lhe um rosto em granito que conseguiu resistir aos maus tratos das tropas. Estava-se em 713 e só mais tarde a aldeia seria reintegrada nos domínios portugueses. Hoje, quando se olham estas memórias de vida, surgem no horizonte, figuras míticas de bárbaros e cristãos a defenderem um deus que os habitantes de Idanha ainda seguem com muita fé.
Praticando uma agricultura de subsistência, a população idosa tenta sobreviver e fazer da sua terra um local para visitar. As casas são mantidas com a traça original, com pequenas janelas de cantaria irregular e portas de madeira antiga. A sé e as ruínas são estimadas como filhos. Os vestígios dos romanos, a ponte sobre o rio Pônsul ou a torre de menagem dos templários são, também, vestígios desse passado. E em cada pedra há uma história antiga, aquela que chama gente de fora e lhe deixa a vontade de voltar.